por Joel Camargo | 16 set, 2019 | Gestão Financeira
A eficiência do processo de Gestão depende de bons Controles Internos. Diariamente os Controles devem estar atualizados, sabendo que os Controles não consistem apenas em Planilhas ou Sistemas de Controle Financeiro, Estoque, Contábil, Custos, Folha de pagamento etc.
A grande pergunta nesse caso é, qual é a rota a ser seguida para se estabelecer um bom Controle? Estabelecer segurança suficiente nas informações para tomadas de decisões assertivas e/ou com o menor número de erros possíveis, pois sabemos que os erros/falhas com as decisões são propicias com a alta complexidade de gestão nas organizações.
Baseado nos quesitos citados, será necessário discorrer um pouco sobre elementos importantes para estabelecer o processo de Controles Internos.
Elementos importantes para o Controle Interno
Alguns procedimentos, documentos padronizados, planilhas, sistema de gestão, desenvolver nova postura organizacional, muitas mudanças são necessárias para responder as questões dos Controles internos.
Fazendo um check-list, para resumidamente discutir os passos para o controle interno:
- Planejamento Estratégico;
- Regulamento Interno;
- Procedimentos de Trabalho;
- Documentos/Formulários padronizados;
- Normas Legais Tributárias;
- Normas Legais Contábeis;
- Normas Legais Trabalhistas
- Outras Normas pertinentes;
O Check-list acima deve estar sincronizado para que o processo de comunicação interna seja eficaz.
Evidentemente que os controles abrangem: Receitas, Custos e Despesas, Fluxo de Caixa e/ou Bancos, Contas a Pagar, Contas a Receber, Ativos Permanentes etc.
Peças Contábeis para Tomadas de Decisões
Os Demonstrativos Contábeis são fundamentais para medir os resultados de todo o trabalho de gestão da empresa, revelam a situação do patrimônio e o Resultado Econômico, permitindo realizar leituras para tomada de decisões.
Para se determinar a saúde empresarial, deverá realizar medições de resultados a evolução do patrimônio periodicamente, por exemplo, medir a evolução da Liquidez, Rentabilidade, Estrutura de Capital, Ponto de Equilíbrio, Margem de Contribuição, Ciclo Financeiro (PMRV, PMRE e PMPC), entre outros.
Blindar o Patrimônio
Através dos Controles Internos é possível blindar o Patrimônio e sua segurança.
Sem o Controle Interno o risco da existência de ralos financeiros é muito grande, permitindo prejuízos até mesmo a falência do negócio.
O mercado está cada vez mais competitivos de tal forma que os riscos citados podem ser fatais para a sobrevivência da empresa.
Com as estratégias do Controle Interno, será determinado o que permite e o que não permite dentro da Organização, sobrando espaço apenas para o crescimento, desenvolvimento do negócio.
Ações Necessárias com o Controle Interno
Todos os resultados da Gestão, os Controles, Tomadas de Decisões, devem ser “medidos”, ressaltando que Willians Edwards Deming preceitua “O que não é medido, não é gerenciado”
A principal finalidade da Gestão é a tomada de decisão, e para isso a necessidade em estabelecer, implantar os Controles Internos.
Sem Controle não há Planejamento, sem Planejamento, não há previsão do futuro desejado e dessa forma fica cada vez mais difícil a assertividade das decisões.
A gestão dos negócios está cada vez mais complexa, com a evolução da tecnologia que por sua vez acelera os negócios permitindo grande competitividade.
Com o tema apresentado neste artigo, fica evidente a necessidade da otimização do processo de Gestão e Controles cada vez mais eficazes e capazes de amparar o Gestor no seu dia a dia.
O que determina o ganho de uma empresa, é sua capacidade em tomar decisões assertivas.
por Joel Camargo | 12 set, 2019 | Gestão Financeira
No atual cenário econômico, são diversas e complexas tomadas de decisões quando a Margem Liquida da empresa está comprometida pela evolução das necessidades dos custos e despesas operacionais, para financiar as Receitas, ou seja, para se gerar Receitas são necessários as despesas e custos.
O que perpetua uma empresa é o Lucro, desde que totalmente integralizado no Caixa da entidade, assim, cada vez mais necessário a Gestão do Fluxo de Caixa, dos Custos, entre outros itens importantes na Contabilidade.
Estudos do SEBRAE identificam que 42% das empresas alcançam a morte em até 5 anos, por problemas de Gestão Financeira e Administração dos negócios.
Para não participar deste índice, há uma necessidade urgente em adotar ferramentas gerenciais para monitorar o Capital de Giro e tomar decisões rumo a rentabilidade, garantindo a continuidade da entidade, assim perpetuada pela lucratividade.
Análise das demonstrações contábeis
A contabilidade oferece informações muito importantes e relevantes para a administração dos negócios, através das demonstrações contábeis, dados financeiros e econômicos estruturados e periódicos, permitindo leituras para tomadas de decisões.
Transformando dados em informações: indicadores
Para facilitar a leitura e compreensão das informações contábeis, existem indicadores, ou seja, fórmulas para transformar dados em informações, por exemplo:
- Índices de Liquidez;
- Índices de Rentabilidade;
- Estrutura de Capital (Endividamento)
O Auto MARION; José Carlos, cita em suas obras que este é o tripé da Análise das Demonstrações Contábeis, tratando de matérias acadêmicas é o tema base, para os iniciantes em Análise das Demonstrações Contabeis.
Índices de liquidez
Índice de Liquidez Corrente (ILC)
Mostra a capacidade de pagamento da empresa em curto prazo comparando o Ativo Circulante com o Passivo Circulante, ou seja, para cada R$ 1,00 de dívida quanto possui disponível para quitar os compromissos, sendo demonstrado através da seguinte fórmula:
ILC: Ativo Circulante/Passivo Circulante
Índice de Liquidez Seca (ILS)
A Liquidez Seca mede a capacidade de pagamento sem considerar os estoques, é como se a empresa passasse por uma paralisação de suas atividades, ela deve considerar apenas as suas disponibilidades e contas a receber, para cada R$ 1,00 de dívida quanto possui disponível para quitar os compromissos, podendo ser expressa na seguinte formula:
ILS: (Ativo Circulante – Estoques) / Passivo Circulante
Índice de Liquidez Geral (ILG)
O índice de Liquidez Geral demonstra a capacidade de pagamento da empresa em longo prazo, confrontando o Ativo Total contra o Passivo Total e identifica se todos os bens e direitos que a empresa possui são suficientes para pagar todo o seu passivo para cada R$ 1,00 de dívida quanto possui disponível para quitar os compromissos em longo prazo, podendo ser demonstrada na seguinte formula:
ILG: (Ativo Circulante + Ativo Não-Circulante) / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)
Índice de Liquidez Imediata (ILI)
O índice de Liquidez Imediata demonstra a capacidade de pagamento em curto prazo, considerando apenas as disponibilidades contra o Passivo Circulante, sendo demonstrada da seguinte forma:
ILI: Disponibilidades / Passivo Circulante
Índices de rentabilidade
Retorno sobre Investimentos (ROI)
Uma forma de identificar o retorno de um investimento realizado é a Análise de Rentabilidade, ou seja, qual é o percentual de retorno investido, nesse caso trata-se do retorno que o Ativo da empresa pode trazer, sendo estudado o Lucro versus Ativo, podendo ser representado pela fórmula ROI – Retorno sobre Investimento:
ROI: Lucro / Ativo Total
Retorno sobre o Capital Investido (ROE)
Ainda há o retorno sobre o investimento feito pelos sócios, ou seja, o patrimônio Líquido, pois os sócios desejam saber qual retorno recebem pelo capital investido na empresa, sendo representado pela fórmula ROE – Retorno sobre o Capital Investido:
ROE: Lucro / Patrimônio Líquido
Composição do endividamento
A composição do endividamento (CE) apresenta o quanto a empresa deve a curto prazo perante o seu passivo total, quanto menor melhor, pois se a empresa concentrar suas dívidas a curto prazo, necessitará de maior liquidez para não ter problemas no seu fluxo de caixa, a composição do endividamento é demonstrada na seguinte formula:
CE: Passivo Circulante / Exigível Total
Obviamente aplicando as ferramentas sugeridas nesse artigo o decisor das finanças terá muito menos erros. Cabe ressaltar que existem outros indicadores importantes para avaliação da situação financeira que oportunamente se tratado em outro artigo.
Claramente que, com a aplicação desses indicares significa que a empresa possui controle das suas finanças, evitando prejuízos financeiros que muitas vezes a empresa não consegue identificar com a falta de controle.
Com a implementação da Gestão Financeira, sócios, acionistas entre outros interessados terão seu nível de satisfação elevado com a rentabilidade e geração do fluxo de caixa da empresa, gerando cada vez riqueza para a sociedade.
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